Fé e diálogo: Comprometidos com Deus e agentes de transformação

A igreja evangélica brasileira esforça-se para entender, na realidade brasileira, qual deve ser o seu papel (missão) na construção de uma sociedade justa que reflita a vontade de Deus em termos de igualdade e justiça social e isto, é importante não esquecer, a partir de pressupostos bíblicos e cristocêntrico.

O caminho para esta compreensão passa necessariamente pela capacidade de dialogar. Dialogar consigo mesma, seu passado e futuro. O que foi e o que será; o realizado e o por realizar; sua herança e seu legado. E mais, deve também ter a capacidade de dialogar com outras forças sociais e políticas dispostas a ombrear nos desafios comuns. Olhando para trás e dialogando consigo mesma a presença protestante no Brasil nestes três séculos, principalmente nas mais recentes celebrações democráticas, desejamos permanentes, acumulou experiências. Entendeu na proclamação da República que o estado deve ser laico. Aprendeu na marcha da família com Deus que a democracia exige consciência crítica. Desencantou com a máxima irmão vota em irmão. Descobriu com os “sanguessugas” a dor de cair na vala comum. Lançando o olhar para frente. Construir uma socidade justa, fraterna e que reflita os valores do reino de Deus não é tarefa exclusiva de apenas uma força social, política ou religiosa. Todos os poderes, legitimamente constituídos, que desejam esta sociedade, devem somar esforços, vencer preconceitos, superar vaidades, enfim dialogar. A construção desta sociedade humana, justa, ética e solidária que ansiamos desafia a igreja evangélica brasileira a articular fé e diálogo. Compromisso com Deus e disposição de ser agente de transformação