Nossa sociedade se caracteriza pela violência, os atos de brutalidade são televisivos nas guerras internacionais, vão muito além das estatísticas oficiais nos conflitos urbanos e mais chocantes na miséria e fome de milhões de seres humanos.
Sociólogos, teólogos e filósofos têm discutido o tema da ética, penso que a reflexão sobre ética deve partir da premissa da concepção de ser humano, neste sentido a ética não é algo pronto, mas em permanente construção, não se reduz a um conjunto de regras e normas, embora muitas vezes seja abordada como código de conduta, a ética ultrapassa essa perspectiva.
Como presença no processo humanizador ela prescinde as experiência da vida, por isso, sem confundir com relativismo, a ética não é acabada, completa, definitiva, mas sempre na dinâmica do movimento, como a vida. Até por isso fala-se da ética na política, economia, religiosidade, relacionamentos, enfim na cotidianidade da vida em todas as suas dimensões.
Buscar uma noção de ética é propor uma forma critica do modelo socioeconômico excludente, que coloca na miséria milhões de seres humanos e o planeta em risco. Compreendo que pela ótica da fé a ética se renova e ganha forças para gerar inconformismo com estruturas sociais injustas e reforça a possibilidade de que o mundo deve ser melhor para todos sem distinção de nacionalidade, cor, raça e sexo.
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