O Poder da vulnerabilidade


Pensando e refletindo sobre um aspecto da nossa condição humana me dei conta de uma realidade que por vezes negamos, rejeitamos e quase sempre lidamos muito mal, refiro-me a nossa vulnerabilidade, somos vulneráveis e de fato isso nos incomoda intensamente, algumas indústrias se especializaram em dar resposta a essa nossa condição, a indústria cosmética lança um numero infindável de produtos com o objetivo de nos fazer menos vulneráveis à ação do tempo, no mesmo mercado, mas com produtos diferentes está à indústria da segurança que na esteira do avanço tecnológico nos inunda com todo aparato inimaginável para que, em sendo adquiridos, nos sintamos mais seguros, por tanto não vulneráveis a violência.
Lamentavelmente percebo que a religião navega por estas mesmas águas das indústrias anteriomente citadas e o produto vendido é uma fé que é traduzida como uma força capaz de manipular as forças divinas nos proporcionando poderes para amarrar as forças do mal e determinar as forças do bem e mais nos dá poder para rejeitar qualquer doença e exigir o melhor da condição financeira, pronto não há mais nada a temer somos invulneráveis, nada nos atinge ou é capaz de nos fragilizar.
Meus pensamentos acabaram por me levar a um momento decisivo na relação de Jesus com seus discípulos onde ele ponderou sobre a vulnerabilidade e comunicou-lhes a maneira saudável de como deveriam lidar com suas fragilidades e as diferentes formas que ela assumiria na cotidianidade da vida.

O diálogo, em uma sala reservada, Jesus destaca aspectos para vivenciarmos nossas vulnerabilidades, ao afirmar que ele é a videira verdadeira considera a vulnerabilidade de fazermos juízo errado tornando-nos ramos de videiras falsas, as implicações são danosas para nossa vida quando isso acontece, indo adiante Jesus ainda destaca a necessidade de poda, isto é nossa vulnerabilidade ao sofrimento diante de circunstâncias e pessoas, que objetivam, ainda que no momento de dor não compreendêssemos, nos tornar mais frutíferos e por fim ele relaciona a vida frutífera com o discipulado, ou seja, a vulnerabilidade de aspiramos uma vida de relacionamento com ele sem dar fruto em resumo há diferentes aspectos das nossas vulnerabilidades, algumas vezes ela precisa ser compreendida, em outras ocasiões aceitas e noutras superadas.

Não há uma receita pronta e acabada que se fielmente seguida estaríamos prontos para lidarmos com os diferentes aspectos das nossas vulnerabilidades, mas considerando esse momento de conversa entre Jesus e seus discipulos encontramos sinais e diretrizes que apontam para de forma cristã e madura não nos esquecermos da nossa humanidade, somos vulneráveis e então lidarmos com ela.   





    

Um comentário:

  1. Parabéns pelo texto pastor. Acabo de criar um blog. Adicionei este teu como blog que recomendo. Dá uma passadinha lá depois: saviosimei.blogspot.com

    Abraço,

    Sávio

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